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Unesp celebra seus 45 anos de história

Segunda, 01 Fevereiro 2021 13:37

Por Assessoria de Comunicação do CEDEM, da Unesp I

 

No último dia 30 de janeiro, a Unesp completou 45 anos. É considerada uma instituição jovem, se comparada aos 87 da USP e, mais ainda, aos 933 da Universidade de Bolonha, na Itália. Apesar disso, já tem seu nome inscrito no rol das melhores do mundo nos rankings que medem a qualidade das instituições superiores de ensino. Um exemplo é ter conquistado o feito de ser a segunda universidade do país em número de produção científica, segundo o Centro de Estudos em Ciência e Tecnologia (CWTS, na sigla em inglês) da Universidade de Leiden, na Holanda. Na edição mais recente, de julho de 2020, foram considerados 6.754 publicações da Unesp no período de 2015 a 2018.

A história da Universidade Estadual Paulista “Júlio de Mesquita Filho” é o tema da obra Unesp 40 anos, publicada pela Editora Unesp em 2016. Na edição, a professora Anna Maria Martinez Corrêa, do câmpus de Assis, assina o capítulo “Uma universidade para o interior paulista”, no qual narra detalhadamente a formação da Instituição. Anna é uma das historiadoras que articulou a formação do Centro de Documentação e Memória (CEDEM), em 1987, cuja primeira linha de acervo é justamente a “Memória da Universidade”.  Cabe, então, ao CEDEM, resumir o percurso da Unesp, motivo de sua existência.  

 

No link a seguir, vídeo comemorativo dos 45 anos da Unesp:

https://www.youtube.com/watch?v=iM9DPbys4q8

 

Uma universidade multicâmpus

Os embriões da Unesp foram os Institutos Isolados, criados na década de 1950, com a finalidade de formar professores para atender a expansão das escolas primárias e secundárias pelo interior do Estado. Por outro lado, na ocasião, os jovens em idade de ingressar no ensino superior demandavam atenção do governo. 

Os Institutos Isolados receberam esse nome por serem faculdades públicas recém-criadas não vinculadas a uma universidade, sendo os diretores nomeados pelo governador. No processo de formação, o Estado encampou estabelecimentos particulares e municipais, caso, por exemplo, da Faculdade de Farmácia e Odontologia de Araraquara e da Faculdade de Filosofia de São José do Rio Preto.

Entre as escolas que vieram constituir a Unesp, algumas já estavam consolidadas, como a Faculdade de Ciências Médicas e Biológicas de Botucatu; Faculdade de Agronomia de Jaboticabal; Faculdade de Engenharia de Guaratinguetá; Faculdade de Odontologia de São José dos Campos e Faculdade de Artes, inicialmente localizada em São Bernardo do Campo. Além das faculdades de filosofia.

Contudo, o isolamento entre as escolas, motivado pela distância entre elas, deficiência na comunicação pública e estradas ruins, resultou, ao longo dos anos, em instituições precarizadas em aspectos como infraestrutura, edificações, organização e conservação de laboratórios e bibliotecas, aquisição e manutenção de equipamentos para ensino e pesquisa, além do desafio de aprimoramento do pessoal docente para a complementação de sua carreira acadêmica. O nível de qualidade de cada Instituto dependia da articulação pessoal dos diretores.

Na busca pela solução dos problemas, o governo estadual procurou aglutinar os Institutos Isolados, então vinculados à Secretaria de Educação, na Coordenadoria do Ensino Superior do Estado de São Paulo (Cesesp), que favoreceu uma aproximação entre os Institutos.

Com um amplo levantamento sobre a situação dos órgãos, o Cesesp procurou estimular o desenvolvimento dos pontos considerados mais frágeis, com possibilidades de ampliação e reestruturação para a conversão dos Institutos em câmpus universitários, iniciando com um planejamento adequado, de médio e longo prazos.

Assim, a partir de 1975, os diretores dos Institutos começaram a participar das discussões sobre a forma de reorganização daqueles organismos, levando as ideias para suas congregações. Após muitas discussões, ficou decidida a integração das escolas em uma única universidade, fato que impôs desafios para a adequação. O exemplo apresentado foi o de uma universidade multicâmpus, nos moldes da Universidade do Estado da Califórnia, nos Estados Unidos, algo inédito no país.

Apoiado pelo governo estadual, a proposta de criação da universidade foi apresentada ao Conselho Estadual de Educação em 7 de outubro de 1975 e aprovada em 15 do mesmo mês. Na ocasião, o conjunto dos Institutos somava 1.700 docentes, 78% em regime de dedicação integral à docência e à pesquisa; 50% com titulação de doutor, e aproximadamente 11 mil alunos.

Segundo as previsões do Cesesp e dos diretores, a futura universidade deveria ter uma Administração Superior, constituída por uma Reitoria e um Conselho Universitário. Os antigos Institutos Isolados passavam, dessa forma, a ser unidades universitárias. Além disso, a nova universidade deveria ser anexada, na forma de autarquia, ao Centro de Educação Tecnológica Paula Sousa – atualmente está vinculada à Secretaria de Desenvolvimento Econômico do Estado de São Paulo. O projeto previa, ainda, a organização de um estatuto e um regimento.

Em 30 de janeiro de 1976, o então governador Paulo Egydio Martins assinou a lei n. 952 de criação da Unesp, com a incorporação dos seguintes Institutos Isolados: Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras de Araraquara; Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras de Assis; Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras de Franca; Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras de Marília; Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras de Presidente Prudente; Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras de Rio Claro; Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras de São José do Rio Preto; Faculdade de Farmácia e Odontologia de Araraquara; Faculdade de Odontologia de Araçatuba; Faculdade de Odontologia de São José dos Campos; Faculdade de Ciências Médicas de Botucatu; Faculdade de Engenharia de Guaratinguetá e Faculdade de Medicina Veterinária e Agronomia de Jaboticabal. Propunha-se, ainda, a implantação do câmpus de Ilha Solteira, onde deveria ser instalada a Reitoria. Ainda em 1976 foi criada a Associação dos Docentes da Unesp (Adunesp), que passou a acompanhar a criação do Estatuto da Unesp, entre outra decisões colegiadas.

O nome “Júlio de Mesquita Filho” foi uma homenagem do governador ao diretor do jornal O Estado de S. Paulo. O periódico fazia duras críticas à criação da Unesp. Pensava-se que seria uma forma de, ao menos, diminuir as críticas publicadas pela empresa.

Iniciada com 14 Unidades Universitárias, ao longo desses 45 anos a Instituição foi ampliando os cursos oferecidos e aumentando o número de vagas. Também houve a incorporação de outras escolas, como a Universidade de Bauru, em 1988.

Em 2003, em comum acordo com a política do governo estadual de expandir o ensino superior público no interior, foram criadas sete Unidades Diferenciadas em várias direções: Sorocaba, Ourinhos, Rosana, Registro, Dracena, Tupã e Itapeva.  Em 2006 elas passaram a ser denominadas Câmpus Experimentais, em processo de consolidação. Em 2012, foi criado o Câmpus Experimental de São João da Boa Vista.

Segundo o Anuário Estatístico 2020, elaborado com dados de 2019, atualmente a Unesp está presente em 24 cidades com 34 Unidades Universitárias. Possui, ainda, 11 Unidades Complementares e três colégios técnicos. São oferecidos 136 cursos de graduação e 263 de pós-graduação.

A Unesp é a mais jovem das três Universidades que compõem o sistema estadual de ensino superior público e gratuito – Unesp, USP e Unicamp. Seus resultados resumem o trabalho e dedicação de seus docentes, discentes e funcionários.

 

Fonte: Unesp 40 anos, Editora Unesp; 2016

Nova diretoria assume gestão da Fundunesp

Segunda, 18 Janeiro 2021 14:43

Professor Edson Capello assume como diretor-presidente e professor Max José de Araújo Faria Junior como vice-presidente; mandato será para o quadriênio 2021-2024

 

 

Por Neto del Hoyo – Assessoria de Imprensa

 

 

Empossado como reitor da Unesp na última quinta-feira (14 de janeiro) em cerimônia restrita no Palácio dos Bandeirantes, na capital paulista, o professor Pasqual Barretti definiu a nova direção da Fundunesp para o período que vai até janeiro de 2025.

O professor Edson Capello, do Departamento de Engenharia Mecânica da Faculdade de Engenharia (FEB), campus da Unesp em Bauru, passa a exercer a função de diretor-presidente. Já o professor Max José de Araújo Faria Junior, do Departamento de Produção e Saúde Animal da Faculdade de Medicina Veterinária (FMV), campus de Araçatuba, que já exercia a função de vice-presidente desde outubro de 2018, permanece na posição.

“Gostaria de agradecer a atuação do professor Edson Furtado (presidente de 2017 a 2020) e de toda equipe, fundamentais num período de muitas adversidades, especialmente neste último ano onde tivemos a pandemia. A Fundunesp é hoje uma fundação bem estruturada para que possamos fazer um bom trabalho”, pontuou Capello, novo diretor-presidente. Ele destacou a aproximação com as unidades da Unesp espalhadas no estado de São Paulo e a captação de recursos para pesquisas feitas dentro da Universidade como principais objetivos nos próximos quatro anos.

“Nossa proposta é reafirmar o compromisso de trabalhar com responsabilidade e seriedade, fazendo com que a Fundunesp possa exercer de forma plena sua função de auxiliar a Universidade nos pilares do ensino, da pesquisa e da extensão. Queremos uma Fundunesp mais próxima das unidades universitárias, onde as atividades acadêmicas ocorrem, sempre dando suporte para o desenvolvimento dos projetos acadêmicos. Com o Marco Legal da Ciência, Tecnologia e Inovação, a Fundunesp, junto com as demais fundações de apoio, possui papel importante na interação entre a Universidade e a iniciativa privada. Um de nossos objetivos neste momento é ampliar a captação de recursos para a Universidade através da Fundunesp.”

Vice-presidente, o professor Max José de Araújo Faria Junior também falou sobre seus desafios neste quadriênio que se inicia. “Estive presente na diretoria nos últimos dois anos, quando atravessamos momentos difíceis e tivemos conquistas importantes para nossa Fundação, entre elas,  a mudança para sede própria e a implantação do Programa de Integridade. Há projetos importantes em andamento, como a a ampliação dos sistemas institucionais para gerenciamento das atividades Fundunesp, que seguirão adiante. Gostaria aproveitar a oportunidade para externar meus agradecimentos e elogiar a atuação do Prof. Edson Furtado como presidente da instituição, pelos resultados alcançados. Neste novo ciclo que se inicia, temos novos desafios e essas conquistas formarão uma base que será muito importante na construção do plano de ações para os próximos quatro anos. Tenho, também, ótimas expectativas com a chegada do Prof. Capello à frente da gestão, pois ele tem grande experiência administrativa na Universidade e saberá imprimir um ritmo adequado para que a Fundunesp possa realizar bem sua missão como fundação de apoio." 

 

Perfil 

O professor Edson Capello é graduado em Engenharia Mecânica pela Unesp (1989), com mestrado (1992) e doutorado (1999) em Engenharia Mecânica pela Universidade Estadual de Campinas (Unicamp). Com livre-docência em Análise de Tensões na Engenharia Mecânica pela Unesp (2010), desenvolveu Pós-doutorado na Faculdade de Engenharia da Universidade do Porto (FEUP-UP), em Portugal (2012).  Atualmente é Professor Titular na Faculdade de Engenharia (FEB) da Unesp, campus de Bauru, e tem atuado na área de Bioengenharia, Dinâmica e Projeto de Sistemas Mecânicos na linha de Modelagem Computacional, Otimização e Projeto Estrutural, Próteses e Projetos em Bioengenharia Estrutural.

Já o professor Max José de Araújo Faria Junior é graduado em Agronomia pela Faculdade de Ciências Agrárias e Veterinárias da Unesp, campus de Jaboticabal (1987). Possui mestrado e doutorado em Agronomia (Produção Vegetal), respectivamente em 1994 e 1997, pela mesma Instituição de Ensino, e Livre-Docência (Construções e Instalações Rurais) pela Faculdade de Engenharia da Unesp, campus de Ilha Solteira, em 2001. É docente da Unesp desde novembro de 1989.  ​Atualmente, é Professor Associado III da Faculdade de Medicina Veterinária, Câmpus de Araçatuba, onde tem atuado na área de de produção animal, particularmente, com frangos de corte, em estudos sobre conforto térmico e ambiência, e com modelagem e otimização dos processos de produção.

Janeiro Branco: Mês da Saúde Mental

Quarta, 13 Janeiro 2021 11:06

Campanha convida as pessoas a pensarem sobre a qualidade dos seus relacionamentos e o quanto elas conhecem sobre si mesmas, suas emoções, pensamentos e comportamentos

 

Por Minuto Saúde – Unibem*

 

Às vezes, em nosso dia-a-dia, esquecemos de cuidar dos nossos sentimentos e da nossa saúde mental. Ansiedade, depressão, pânico, estresse, compulsões, pensamentos suicidas e fobias estão entre os diversos males que podem afetar qualquer pessoa no decorrer da vida.

Superar situações adversas, muitas vezes depende primeiro de cuidar da mente. A campanha em prol da conscientização sobre a Saúde Mental, Janeiro Branco, foi criada justamente para convidar as pessoas a pensarem sobre o sentido e o propósito das suas vidas, a qualidade dos seus relacionamentos e o quanto elas conhecem sobre si mesmas, suas emoções, pensamentos e comportamentos.

O ano de 2020 foi difícil e suas sequelas ainda perdurarão por algum tempo, sobretudo no campo psicológico. Passar por perdas, doenças, separações, crises econômicas, mudanças de emprego, demissões, dívidas, desentendimentos familiares, dentre muitas outras situações traumáticas pode afetar a saúde mental. Reagir de forma positiva diante dos problemas requer, muitas vezes, consultas com profissionais como psicólogos e terapeutas.

A campanha Janeiro Branco convida para uma auto avaliação de nossos pilares, como trabalho, relacionamento, família, saúde física, saúde mental, vida espiritual, etc. Destaca ainda que a qualidade dos relacionamentos, lazer, descanso e interações sociais, podem ajudar a manter a mente sã e tranquila.

Para começar a ter uma mente mais saudável, são recomendados três passos:

Refletir: Com o ano novo, será que você pode ser uma nova pessoa? Aproveite para pensar no que você pode mudar na sua vida.

Planejar: Esteja pronto para concluir os ciclos que não te fazem bem e se prepare para os novos.

Agir: O que você já pode fazer para ter uma vida mais feliz? Vá em frente.

Se sentir necessidade, não tenha vergonha. Busque ajuda.

 

A Unibem é parceira da Fundunesp.

Presidente faz balanço da gestão 2017-21

Segunda, 21 Dezembro 2020 12:05

Entrevistado pela TV Unesp no 'Gestão Unesp', professor Edson Luiz Furtado falou sobre os desafios e conquistas no quadriênio à frente da Fundação

 

Por Assessoria de Imprensa e TV Unesp

 

Diretor-Presidente da Fundunesp, o professor Edson Luiz Furtado foi o entrevistado desta segunda-feira (21) na nova temporada do “Gestão Unesp”, da TV Unesp.

Na oportunidade, o professor Furtado apresentou o balanço final das atividades do quadriênio 2017-2021 e comentou os desafios e conquistas em diferentes ações realizadas nos  últimos quatro  anos na Fundação.

Devido às recomendações sanitárias para o enfrentamento da Covid-19, a entrevista foi conduzida pela jornalista Mayra Ferreira de forma remota, por meio da ferramenta do Google Meet.

Abaixo, os tópicos abordados na entrevista que está disponível:

- no canal do YouTube da TV Unesp (https://www.youtube.com/c/tvunesp/videos) e

- no site: https://tv.unesp.br/gestaounesp

 

TV Unesp: Qual Fundunesp tínhamos no início da gestão?

Prof. Furtado: Percebemos a existência de um conflito inicial e de questionamentos, como: Por que tanta verba é repassada da Unesp para a Fundunesp anualmente? Porque a Fundunesp precisa constituir uma reserva financeira? E do que ela é constituída? Por que a Fundunesp cobra para executar os projetos da Unesp se a verba já foi repassada? Existia um distanciamento e incompreensão por parte da comunidade sobre o que é e o que faz uma fundação de apoio. Tivemos que, inicialmente, adotar várias medidas e informações, via folders, modificações no site, criar um canal de comunicação com os coordenadores, criar o setor de transparência no site e, por último, a contratação de uma assessoria de imprensa.

Nesse interim, tivemos a comemoração dos 30 anos da Fundunesp e aproveitamos a oportunidade para fazermos um evento cultural e científico, tendo membros da comunidade da Unesp e representantes dos órgãos financiadores de pesquisa (FINEP, FAPESP e CNPq) e da Confederação das Fundações das Instituições de Ensino e Pesquisa (CONFIES), coordenado pela professora Vanderlan Bolzani, vice-presidente na Fundunesp na época.

Numa outra oportunidade, solicitamos a inserção da Unesp e Universidades Públicas, via CRUESP, na discussão do decreto do Marco Legal Paulista para a Ciência e Tecnologia. Atendida pelo professor Sandro Valentini, o reitor da Unesp, que estava como presidente do CRUESP. O mesmo criou um Grupo de Trabalho com membros das Fundações e das AJs das três Universidades (Unesp, USP e Unicamp), que fez a revisão do texto que foi assinado por Geraldo Alkmin, então governador, em setembro de 2017.

Sobre a rede de fundações Unesp...

Prof. Furtado: O marco Legal é centrado na tripla hélice: Universidade-Sociedade-Fundação de Apoio. Esta última constitui o elo entre os dois primeiros componentes rumo a inovação científica e tecnológica e ao empreendedorismo na Universidade. Considerando as características multi-campus da Unesp, as suas unidades ficariam melhor atendidas e aptas para aplicação do Marco Legal contando com as Fundações localizadas diretamente nos Campi (14) e a Fundunesp na capital.  Outro intuito da Rede é que as Fundações se conheçam e troquem informações para uma padronização de conduta diante do Marco Legal.

Quais projetos em andamento?

Prof. Furtado: Temos mais de 120 projetos em andamento, nas diferentes área de atuação: Ciências Agrárias, Biológicas, Saúde, Exatas e da Terra, sendo esta última a com maior número, que são 25. Temos ainda projetos nas Ciências Sociais, Educação, Engenharias e Multidisciplinares, com diferentes unidades da Unesp da capital e do interior.

Durante a pandemia, quais foram as ações de pesquisa e suporte e gestão de projetos?

Prof. Furtado: Durante a pandemia e devido ao isolamento social necessário e obrigatório, muitos projetos não se iniciaram, outros foram deixados em stand by e alguns cancelados, resultando em resultados negativos para a Fundação em número e valores de projetos, o que está causando impacto nas contas da Fundação este ano.

Internamente, para mantermos a casa em funcionamento, seguimos o decreto do governador, primeiro afastando os funcionários com comorbidades, adotamos o trabalho a distância (home office) e, em junho, abrimos o escritório para trabalho presencial com apenas os coordenadores. Em seguida, o trabalho presencial foi possível para todos com adoção das medidas profiláticas: distanciamento, uso de álcool gel e máscara.

Por outro lado, iniciamos a gestão de projetos para combate ao Covid-19 e entendimento de sua epidemia. Para isso, a Unesp fez o credenciamento de três laboratórios junto a Secretaria da Saúde para o diagnóstico do SARS-Cov 2, em Botucatu, Araraquara e São José do Rio Preto, e fez uso, não só para a análise da comunidade, como também para prestar serviços. Dentro disso, a Pró-reitoria de Pesquisa nos solicitou a interveniência em projeto com a Embraer, que estava doando 40 mil testes para os municípios de S. José dos Campos, Araraquara e Botucatu. Onde os três laboratórios, mais um laboratório do Hemocentro do Hospital das Clínicas de Botucatu, fizeram um excelente trabalho, em tempo recorde, na detecção precoce deste agente viral. Uma ação importante da Universidade numa prestação de serviços num ponto crítico da pandemia, que é a testagem em massa da população.

Também temos que lembrar do apoio irrestrito à TV Unesp, para sua atuação e expansão, desde o início desta gestão com conquistas importantes, a citar: transmissão do sinal para Botucatu, acordo com TV Cultura, onde podendo transmitir resultados de pesquisa da Unesp para todo o país, e estabelecer linha de captação de recursos via emendas parlamentares.

Neste ano a Fundunesp também adotou a política de integridade, que acabou premiada pelas boas práticas de gestão. Comente sobre isso.

Prof. Furtado: A Fundunesp sempre primou pela qualidade dos serviços prestados, com a obtenção e sustentação da ISO 9001:2015, que norteia a padronização de condutas e procedimentos. Agora, complementa com o Programa de Integridade e boas práticas (também chamado de Programa de Compliance), que é um guia para a conduta ética, íntegra e transparente que norteia as boas práticas dos gestores da Fundação, os colaboradores, parceiros e fornecedores .

O programa foi iniciado em 2019, passou por várias etapas, estabelecendo o código de ética, regulamentação, indicação dos membros, alteração do estatuto e finalmente a aprovação pelo Conselho Curador.

E esse programa ficou em segundo lugar no “Prêmio Boas Práticas de Gestão das Fundações de Apoio” oferecido pela Confies (Conselho Nacional das Fundações de Apoio às Instituições de Ensino Superior e de Pesquisa Científica e Tecnológica), durante seu terceiro congresso anual. Uma alegria para toda equipe da Fundunesp, que atuou nas fases de estudo e implementação, composta pela Vice-presidência da Fundunesp, Gerência Administrativa e Assessoria Jurídica.

Sobre o repasse de recursos da Unesp para a Fundunesp, e quais as outras formas de financiamento?

Prof. Furtado: De longa data, existe um convênio genérico entre a Unesp e a Fundunesp, ou podemos chamar de convênio guarda-chuva, que envolve apoio ao Programa de Desenvolvimento Institucional e outras atividades que envolvem um grande número funcionários contratados que atuam em diferentes projetos deste convênio. Em 2016, este repasse era da ordem de R$ 26 milhões, passando para R$ 21,5 milhões em 2020 e com proposta de R$ 19 milhões para 2021.

No inicio de nossa gestão, esse montante representava mais de 50% dos nossos projetos e, atualmente, representa pouco mais de 35% dos contratos e convênios da Fundunesp.

Mas o que deve ficar claro para toda a comunidade é que esse repasse não é para a subvenção ou manutenção da Fundação, mas sim para o custeio do convênio. E que o custeio e investimentos da Fundação são conseguidos por uma pequena percentagem dos valores dos contratos e convênios denominados de Despesa Operacional e Administrativa (DOA). É através da DOA que garantimos o nosso financiamento e doações para realização de eventos e apoio a Universidade da Terceira Idade (Unati), conhecidos por todos.

Como é estruturada a equipe de trabalho e gestão de RH em áreas da Unesp?

Prof. Furtado: O recurso humano da Fundunesp é constituído por funcionários próprios, ou que atuam no funcionamento da Fundunesp e por funcionários de contratos e convênios. No primeiro grupo temos 27 funcionários e no segundo já chegamos a ter mais de 250. Destes, a maioria para atuar dentro do convênio Unesp. Em 2017, tínhamos 250 e em 2020 foram 113.

Esta redução foi obrigatória em função, primeiro, da crise econômica, e depois para dar atendimento a TAC (Termo de Ajustamento de Conduta) entre a Unesp-Fundunesp e MPT (Ministério Público do Trabalho) de Bauru, cuja proposta é que essa modalidade de contratação seja extinta até 2022. E cujos candidatos a reitor, dentre eles a chapa vencedora (Pasqual-Maysa), foram sensíveis a esta questão e se comprometeram a buscar soluções conjuntas.

Neste ano a Fundunesp também mudou para sua sede própria. Como foi esse processo?

Prof. Furtado: A mudança para a nova sede ou sede própria, também foi para dar cumprimento a uma TAC entre a Fundunesp e a Curadoria de Fundações do Estado de SP. Faltava decidir quanto teríamos para investir, quando fazer e para onde mudar.

Utilizando recursos próprios, iniciamos a conversação em 2018. No ano seguinte, procuramos um serviço especializado de imobiliárias e, encontrado o prédio, fizemos consultas à Reitoria, Conselho Curador e Fiscal e ao próprio MP. Depois das aprovações, compramos e iniciamos as reformas necessárias.

Começamos as mudanças em junho, depois do relaxamento das medidas de quarentena ao Covid, e ouvidos o nosso comitê interno. Para funcionamento presencial, seguimos todas as recomendações de prevenção, adicionadas da testagem de todos os funcionários a cada 25 dias.

Qual o legado desta gestão?

Prof. Furtado: O maior legado é o pessoal e que levo comigo, o aprendizado, o dever cumprido, com honestidade e dentro da legalidade.

Fora isso, temos hoje uma Fundação melhor em todos os aspectos: na sua estrutura física, no seu aspecto administrativo e de conduta interna e externa, no seu corpo técnico, com plano de carreira, o trabalho realizado em equipe e com integração.

Contamos com um escritório amplo e moderno, e também um programa de compliance digno de prêmio.

Gostaria de agradecer, em meu nome e do professor Max José de Araújo Faria Junior, vice-presidente, a todos que confiaram em nós, para esta gestão.

Ao reitor e vice-reitor da Unesp e aos respectivos gabinetes; aos funcionários da Fundunesp, que não mediram esforços pra realizarem o melhor trabalho; aos meus professores substitutos que não descuidaram dos nossos alunos de graduação; aos meus alunos da pós-graduação, que apesar da distância continuaram suas pesquisas e seus estudos, com paciência para discutirmos os resultados e metas apenas no fins de semana; aos nossos familiares e por fim a vocês equipe da TV Unesp, que sempre nos deram apoio na divulgação e cobertura dos eventos.

Unesp: Pasqual e Maysa são nomeados

Segunda, 07 Dezembro 2020 13:15

Governador João Doria endossou o resultado da consulta pública à comunidade universitária; reitor e vice-reitora eleitos assumem em janeiro de 2021 para um mandato de quatro anos

 

 

Por ACI Unesp

 

O governador João Doria (PSDB) nomeou o professor Pasqual Barretti e a professora Maysa Furlan, respectivamente, reitor e vice-reitora da Unesp para um mandato de quatro anos, a ser iniciado em janeiro de 2021. O decreto de nomeação foi publicado neste sábado (5) no Diário Oficial do Estado de São Paulo e endossou o resultado da consulta pública feita à comunidade universitária em outubro de 2020, da qual saiu vencedora a chapa encabeçada pelos docentes.

Pasqual Barretti é médico nefrologista, administrador hospitalar e docente da Faculdade de Medicina (câmpus de Botucatu). Maysa Furlan é química, pesquisadora na área e docente do Instituto de Química (câmpus de Araraquara). Ambos se graduaram na Unesp e já dirigiram as unidades universitárias a que estão vinculados na Universidade.

A cerimônia de posse será em 14 de janeiro de 2021 e seus detalhes serão definidos de acordo com o cenário epidemiológico do mês que vem, seguindo as diretrizes estabelecidas no Plano São Paulo. Em função da pandemia de Covid-19, estão sendo avaliados alguns cenários para a realização do cerimonial. Nos cenários em que a cerimônia possa ser presencial ou híbrida, com número reduzido de pessoas, a posse deverá ocorrer na capital paulista, no Memorial da América Latina ou no próprio Palácio dos Bandeirantes, sede do governo paulista. O processo de transição será iniciado na próxima semana. 

“Nós já estamos com a equipe preparada para a transição. Teremos quatro semanas para efetuá-la da melhor maneira possível, seguindo os princípios que regem a administração pública, em especial a ética e a transparência”, afirma o reitor Sandro Roberto Valentini, que deixa o cargo em janeiro.

Sustentabilidade: Centro de Pesquisa é inaugurado

Segunda, 07 Dezembro 2020 11:02

Unidade vinculada ao Depto. de Produção Vegetal e à FCA da Unesp de Botucatu vai trabalhar com plantas geneticamente modificadas; o projeto foi todo financiado pela FINEP em convênio com a UNESP e interveniência da Fundunesp

 

 

Com informações da ACI-Unesp

 

 

Botucatu - Foi inaugurado na última quinta-feira (03/12), na Fazenda Experimental Lageado, em Botucatu, o Centro de Pesquisa em Sustentabilidade Agrícola com Plantas Geneticamente Modificadas. Vinculado ao Departamento de Proteção Vegetal da Faculdade de Ciências Agronômicas (FCA) da Unesp, o espaço conta com equipamentos para diagnostico, monitoramento, transformação e impacto ambiental de plantas geneticamente modificadas que foram adquiridos via convênio FINEP-UNESP, com a gestão financeira e administrativa da Fundunesp.

Presente na solenidade, o diretor-presidente da Fundunesp, professor Edson Luiz Furtado, explica que o financiamento da Finep é imprescindível para propiciar estes ambientes inovadores de pesquisas na Universidade, e que a Unesp foi contemplada em função de possuir pesquisadores de alto gabarito e com atuação com pesquisas de impacto.

“A criação desse Centro de Pesquisa tem como objetivo diagnosticar as transformações e avaliar o impacto ambiental das plantas geneticamente modificadas, visando a redução do uso de agrotóxicos para, assim, maximizar a sustentabilidade dos fatores de produção agrícola”, detalha.

O evento de inauguração também contou com a presença do reitor da Unesp, o professor Sandro Roberto Valentini, que comemorou a inauguração do Centro. “É uma satisfação participar de uma inauguração que representa mais uma melhoria de infraestrutura para grupos de excelência da Unesp. Juntamente com a USP e a Unicamp, nossa universidade compõe o melhor grupo formador de recursos humanos em nível de graduação e pós-graduação do país. Essa melhoria de infraestrutura, com apoio da Finep, certamente resultará em mais qualidade na formação dos alunos. Agradeço a equipe da Pró-Reitoria de Pesquisa e fico feliz pelo reconhecimento da Finep da importância dos estudos desenvolvidos aqui. Agradeço a FCA na pessoa do professor Wilcken, por ser uma unidade universitária que tem uma alta densidade na qualidade das pesquisas produzidas e por estar enfrentando a crise de frente. Esse momento prova nossa capacidade de resiliência e de superar desafios”, disse o reitor ao portal da Unesp.

Ainda participaram da solenidade os pró-reitores da Unesp, Carlos Frederico de Oliveira Graeff (Pesquisa) e Gladis Massini-Cagliari (Graduação); o diretor da FCA, Carlos Frederico Wilcken; o atual vice-diretor e diretor eleito da FCA, Dirceu Maximino Fernandes e o vice-diretor eleito da FCA, Caio Antonio Carbonari; a assessora da Pró-Reitoria de Pesquisa, Ana Paula Rosifini Alves Claro; o assessor do Gabinete da Reitoria, José Paes de Almeida Nogueira Pinto; o diretor da Faculdade de Medicina Veterinária e Zootecnia da Unesp, Celso Antonio Rodrigues; a diretora da Faculdade de Medicina da Unesp, Maria Cristina Pereira Lima; o diretor do Instituto de Biociências da Unesp, Cesar Martins; o diretor vice-presidente da Fundunesp, Max José de Araújo Faria Junior; além dos docentes responsáveis pelo Centro de Pesquisa: professores Regiane Cristina Oliveira de Freitas Bueno e Carlos Gilberto Raetano; e pela FINEP, Miguel Brito de Andrade.

À Unesp, o professor Wilcken, diretor da FCA, agradeceu os envolvidos na iniciativa, em nome da Faculdade. “Para que esse projeto se tornasse realidade, tivemos o apoio da Reitoria, da Pró-Reitoria de Pesquisa da Unesp, Financiadora de Estudos e Projetos, a Finep, e a Fundunesp. Agradeço especialmente o envolvimento e o empenho da equipe comandada pelos professores Raetano e Regiane.”

Já o professor Graeff, pró-reitor de Pesquisa, também fez uso da palavra para agradecer e destacar o investimento significativo numa área fundamental para o controle biológico de pragas. “Agradeço muito a Fundunesp, na pessoa do professor Furtado, que foi fundamental para o gerenciamento desse projeto. Agradeço especialmente a professora Ana Paula Rosifini Alves Claro, que conduziu, ao lado de outras pessoas da nossa equipe, um trabalho bastante intenso da Pró-Reitoria de Pesquisa junto à Finep para viabilizar vários projetos da Unesp num momento de crise como o atual. É um investimento muito significativo em pesquisa, numa área de fundamental importância como o controle biológico de pragas, que tem chamado a atenção do setor privado. Parabéns ao grupo de pesquisadores que liderou essa iniciativa.”

Canal Futura e TV Unesp estreiam “E aí, cientistas?”

Quinta, 26 Novembro 2020 08:36

Série que estreia na próxima terça-feira traz episódios que aplicam os conceitos de Física e Química ao cotidiano dos jovens e à Agenda 2030 da ONU

 

Por TV Unesp

 

Marie Lavoisier e Albert Newton são os jovens protagonistas da série “E aí, cientistas?”, que apresenta os 17 objetivos do desenvolvimento sustentável da Agenda 2030 da ONU e sua relação com o dia a dia. A partir da curiosidade e de um instinto de pesquisadores, o casal de irmãos, cujos nomes homenageiam famosos cientistas da história, cria um canal de vídeos para dialogar com o público jovem sobre suas descobertas e aprenderem juntos aqueles conceitos que parecem um “bicho de sete cabeças” na escola.

A produção da série é uma parceria do Canal Futura com a TV Unesp e consolida a defesa do acesso à educação para todos e todas e do protagonismo jovem na sociedade. “Para uma TV universitária, é fundamental contribuir para a discussão de temas tão relevantes como os da Agenda e ainda exercer um papel de formação com a aplicação dos conceitos de Física e Química em dinâmicas do cotidiano dos jovens”, afirma Mayra Ferreira, diretora e roteirista da série.

Para a produção dos 17 episódios, a série conta com a atuação de Luisa Colafatti e Igor Castellar, estudantes do 3º ano do Ensino Médio do Colégio Técnico Industrial da Unesp em Bauru, que se envolveu na proposta desde o planejamento inicial, inclusive contribuindo na consultoria pedagógica. Professores e graduandos da Universidade, dos cursos de Física e Química, também auxiliaram para uma abordagem correta e coerente dos conteúdos e suas aplicações. O programa foi gravado nos estúdios da TV Unesp pela equipe técnica da emissora e possui identidade visual e trilhas originais que possibilitam a imersão na narrativa de descobertas científicas.

“E aí, cientistas?” estreia na terça-feira, dia 01/12, às 22h10 no Canal Futura e todos os episódios estão disponíveis no Futura Play.

 

Sobre a TV Unesp

A Fundunesp é responsável pela gestão financeira da TV Unesp, canal universitário fundado em novembro de 2011 com a responsabilidade de levar ao público informação e conteúdos de qualidade direto do estúdio da emissora em Bauru, no interior de São Paulo. Atualmente é exibida nos canais 46.1 em Bauru e nos canais 518 (Bauru), 13 (Botucatu) e 19 (Marília) da operadora NET/Claro. Também é possível acompanhar as produções no canal da emissora no Youtube: www.youtube.com/tvunesp.

 

Sobre o Futura 

O Futura realiza a distribuição multiplataforma de conteúdo e metodologias socioeducacionais por meio de um canal de televisão acessível em todo o país pela TV aberta, por satélite e por assinatura, e com atuação em vídeo on demand em plataformas próprias e de terceiros. Essa experiência associa inovação em educação aos recursos da cultura digital, levando a educação para todas as telas e explorando fronteiras da tecnologia com soluções que envolvem, dentre outros recursos, os jogos eletrônicos e os chatbots. 

É uma realização da Fundação Roberto Marinho e resultado da parceria entre organizações da iniciava privada, unidas pelo compromisso de investir socialmente e líderes em seus segmentos. Os parceiros mantenedores são SESI - DN e SENAI - DN, FIESP / SESI - SP / SENAI - SP, Fundação Bradesco, Itaú Social, Rede Globo e Votoranm. O Futura pode ser assistido a qualquer hora e em qualquer lugar via Futura Play (www.futuraplay.org). 

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