Unesp celebra seus 45 anos de história Reprodução ACI Unesp

Unesp celebra seus 45 anos de história

Por Assessoria de Comunicação do CEDEM, da Unesp I

 

No último dia 30 de janeiro, a Unesp completou 45 anos. É considerada uma instituição jovem, se comparada aos 87 da USP e, mais ainda, aos 933 da Universidade de Bolonha, na Itália. Apesar disso, já tem seu nome inscrito no rol das melhores do mundo nos rankings que medem a qualidade das instituições superiores de ensino. Um exemplo é ter conquistado o feito de ser a segunda universidade do país em número de produção científica, segundo o Centro de Estudos em Ciência e Tecnologia (CWTS, na sigla em inglês) da Universidade de Leiden, na Holanda. Na edição mais recente, de julho de 2020, foram considerados 6.754 publicações da Unesp no período de 2015 a 2018.

A história da Universidade Estadual Paulista “Júlio de Mesquita Filho” é o tema da obra Unesp 40 anos, publicada pela Editora Unesp em 2016. Na edição, a professora Anna Maria Martinez Corrêa, do câmpus de Assis, assina o capítulo “Uma universidade para o interior paulista”, no qual narra detalhadamente a formação da Instituição. Anna é uma das historiadoras que articulou a formação do Centro de Documentação e Memória (CEDEM), em 1987, cuja primeira linha de acervo é justamente a “Memória da Universidade”.  Cabe, então, ao CEDEM, resumir o percurso da Unesp, motivo de sua existência.  

 

No link a seguir, vídeo comemorativo dos 45 anos da Unesp:

https://www.youtube.com/watch?v=iM9DPbys4q8

 

Uma universidade multicâmpus

Os embriões da Unesp foram os Institutos Isolados, criados na década de 1950, com a finalidade de formar professores para atender a expansão das escolas primárias e secundárias pelo interior do Estado. Por outro lado, na ocasião, os jovens em idade de ingressar no ensino superior demandavam atenção do governo. 

Os Institutos Isolados receberam esse nome por serem faculdades públicas recém-criadas não vinculadas a uma universidade, sendo os diretores nomeados pelo governador. No processo de formação, o Estado encampou estabelecimentos particulares e municipais, caso, por exemplo, da Faculdade de Farmácia e Odontologia de Araraquara e da Faculdade de Filosofia de São José do Rio Preto.

Entre as escolas que vieram constituir a Unesp, algumas já estavam consolidadas, como a Faculdade de Ciências Médicas e Biológicas de Botucatu; Faculdade de Agronomia de Jaboticabal; Faculdade de Engenharia de Guaratinguetá; Faculdade de Odontologia de São José dos Campos e Faculdade de Artes, inicialmente localizada em São Bernardo do Campo. Além das faculdades de filosofia.

Contudo, o isolamento entre as escolas, motivado pela distância entre elas, deficiência na comunicação pública e estradas ruins, resultou, ao longo dos anos, em instituições precarizadas em aspectos como infraestrutura, edificações, organização e conservação de laboratórios e bibliotecas, aquisição e manutenção de equipamentos para ensino e pesquisa, além do desafio de aprimoramento do pessoal docente para a complementação de sua carreira acadêmica. O nível de qualidade de cada Instituto dependia da articulação pessoal dos diretores.

Na busca pela solução dos problemas, o governo estadual procurou aglutinar os Institutos Isolados, então vinculados à Secretaria de Educação, na Coordenadoria do Ensino Superior do Estado de São Paulo (Cesesp), que favoreceu uma aproximação entre os Institutos.

Com um amplo levantamento sobre a situação dos órgãos, o Cesesp procurou estimular o desenvolvimento dos pontos considerados mais frágeis, com possibilidades de ampliação e reestruturação para a conversão dos Institutos em câmpus universitários, iniciando com um planejamento adequado, de médio e longo prazos.

Assim, a partir de 1975, os diretores dos Institutos começaram a participar das discussões sobre a forma de reorganização daqueles organismos, levando as ideias para suas congregações. Após muitas discussões, ficou decidida a integração das escolas em uma única universidade, fato que impôs desafios para a adequação. O exemplo apresentado foi o de uma universidade multicâmpus, nos moldes da Universidade do Estado da Califórnia, nos Estados Unidos, algo inédito no país.

Apoiado pelo governo estadual, a proposta de criação da universidade foi apresentada ao Conselho Estadual de Educação em 7 de outubro de 1975 e aprovada em 15 do mesmo mês. Na ocasião, o conjunto dos Institutos somava 1.700 docentes, 78% em regime de dedicação integral à docência e à pesquisa; 50% com titulação de doutor, e aproximadamente 11 mil alunos.

Segundo as previsões do Cesesp e dos diretores, a futura universidade deveria ter uma Administração Superior, constituída por uma Reitoria e um Conselho Universitário. Os antigos Institutos Isolados passavam, dessa forma, a ser unidades universitárias. Além disso, a nova universidade deveria ser anexada, na forma de autarquia, ao Centro de Educação Tecnológica Paula Sousa – atualmente está vinculada à Secretaria de Desenvolvimento Econômico do Estado de São Paulo. O projeto previa, ainda, a organização de um estatuto e um regimento.

Em 30 de janeiro de 1976, o então governador Paulo Egydio Martins assinou a lei n. 952 de criação da Unesp, com a incorporação dos seguintes Institutos Isolados: Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras de Araraquara; Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras de Assis; Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras de Franca; Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras de Marília; Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras de Presidente Prudente; Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras de Rio Claro; Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras de São José do Rio Preto; Faculdade de Farmácia e Odontologia de Araraquara; Faculdade de Odontologia de Araçatuba; Faculdade de Odontologia de São José dos Campos; Faculdade de Ciências Médicas de Botucatu; Faculdade de Engenharia de Guaratinguetá e Faculdade de Medicina Veterinária e Agronomia de Jaboticabal. Propunha-se, ainda, a implantação do câmpus de Ilha Solteira, onde deveria ser instalada a Reitoria. Ainda em 1976 foi criada a Associação dos Docentes da Unesp (Adunesp), que passou a acompanhar a criação do Estatuto da Unesp, entre outra decisões colegiadas.

O nome “Júlio de Mesquita Filho” foi uma homenagem do governador ao diretor do jornal O Estado de S. Paulo. O periódico fazia duras críticas à criação da Unesp. Pensava-se que seria uma forma de, ao menos, diminuir as críticas publicadas pela empresa.

Iniciada com 14 Unidades Universitárias, ao longo desses 45 anos a Instituição foi ampliando os cursos oferecidos e aumentando o número de vagas. Também houve a incorporação de outras escolas, como a Universidade de Bauru, em 1988.

Em 2003, em comum acordo com a política do governo estadual de expandir o ensino superior público no interior, foram criadas sete Unidades Diferenciadas em várias direções: Sorocaba, Ourinhos, Rosana, Registro, Dracena, Tupã e Itapeva.  Em 2006 elas passaram a ser denominadas Câmpus Experimentais, em processo de consolidação. Em 2012, foi criado o Câmpus Experimental de São João da Boa Vista.

Segundo o Anuário Estatístico 2020, elaborado com dados de 2019, atualmente a Unesp está presente em 24 cidades com 34 Unidades Universitárias. Possui, ainda, 11 Unidades Complementares e três colégios técnicos. São oferecidos 136 cursos de graduação e 263 de pós-graduação.

A Unesp é a mais jovem das três Universidades que compõem o sistema estadual de ensino superior público e gratuito – Unesp, USP e Unicamp. Seus resultados resumem o trabalho e dedicação de seus docentes, discentes e funcionários.

 

Fonte: Unesp 40 anos, Editora Unesp; 2016

Visto 123 vezes Última modificação em Segunda, 01 Fevereiro 2021 13:41
 



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