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Projeto leva formigueiro para sala de aula

Terça, 21 Janeiro 2020 13:56

Por Neto del Hoyo - 

 

Projeto desenvolvido pelo Centro de Estudos de Insetos Sociais (CEIS) do Instituto de Biociências da Unesp de Rio Claro, em parceria com a rede municipal de ensino, levou um formigueiro para dentro da sala de aula. O objetivo é apresentar aos alunos o universo das formigas e sua importância para o meio-ambiente.

A unidade 2 da Escola Municipal de Ensino Fundamental Marcelo Schmidt foi a primeira a integrar o programa com a participação de alunos da Educação de Jovens e Adultos (EJA), com idade entre 15 a 40 anos, e da sala de Educação Especial, que recebe jovens de 12 a 15 anos com alguma deficiência. 

“Já temos um projeto onde, regularmente, abrimos nosso laboratório para visita das escolas municipais. Essa é a primeira vez que fazemos o caminho contrário e a experiência é muito positiva. Na escola, além do conhecimento científico que passamos, cada disciplina pode ser trabalhada na prática com o formigueiro”, destaca o professor Odair Correa Bueno, responsável pelo Laboratório de Formigas Cortadeiras do CEIS, um dos programas que conta com gestão financeira da Fundunesp.

De acordo com a vice-diretora da escola, Valquíria Alves, projetos paralelos foram desenvolvidos em todas as disciplinas.  “Conseguimos trabalhar o tema de diferentes maneiras, como em matemática, quando os alunos montaram planilhas com gráficos da quantidade de alimentos que as formigas recolhiam. Já em artes, o professor trabalhou na confecção da logo do projeto. Em todas as disciplinas tivemos atividades.”

 

Na prática

O programa teve início em março de 2019, quando os alunos passaram a ter palestras sobre as formigas e como é o trabalho desenvolvido no CEIS. Em seguida, uma sala disponibilizada pela escola foi adaptada para receber o formigueiro. “Oferecemos quadros informativos, com desenhos e também o ar-condicionado para manter a sala em clima estável para os formigueiros. Trouxemos dois, um maior, que logo vamos fechar com vidro, e outro no modelo vitral, que permite melhor observação”, explica o técnico de laboratório do CEIS, José Henrique, responsável por ministrar as palestras e coordenar o projeto na escola.

Um dos objetivos da parceria foi melhorar a imagem ruim das formigas, muitas vezes vistas como pragas. José Henrique ressalta que, apesar de temidas por sua fama de destruidoras de plantações, elas também são relacionadas com a dispersão de sementes (mirmecocoria) e aeração e incorporação de matéria orgânica ao solo. “É preciso conhecer para respeitar. Não é fácil falar para um aluno respeitar aquilo que ele não conhece. Por isso, a ideia é mostrar que mesmo um inseto tão pequeno é muito importante ao meio-ambiente. Todos tem sua importância”, completa.

 

Aprendizado

Segundo o professor Odair, além de trabalhar alimentação, habitat, hábitos, reprodução e variedades de espécies, o projeto com o formigueiro desenvolve a vida social. Ele lembra que cada formiga possui uma função bem definida dentro da colônia e que todas as tarefas são bem divididas. “Há formigas que são responsáveis pela segurança, as que constroem os túneis do formigueiro e buscam alimentos, as que cuidam das larvas e a rainha. O trabalho conjunto é tão perfeito que um formigueiro pode existir por anos, com cada indivíduo tendo sua participação no sucesso e manutenção da colônia”.

Para a vice-diretora Valquíria, o projeto, que deve chegar a outras escolas da rede municipal em 2020, foi transformador. “Foi fundamental para que nossos alunos desenvolvessem compromisso e trabalhassem de uma maneira multidisciplinar. Hoje eles podem transmitir o conhecimento em relação a sociedade das formigas e o quanto podemos aprender com elas”.

Programa discute as vertentes do feminismo

Segunda, 06 Janeiro 2020 10:36

Por TV Unesp - 

 

A pauta da luta feminista deve ir além da questão de gênero, já que para muitas das mulheres a opressão imposta pelo patriarcado soma-se a outros pontos: raciais, étnicos, sociais e culturais.

Esta edição do 'Educando para a Diversidade', programa da TV Unesp, que conta com gestão financeira da Fundunesp e com o apoio do convênio Unesp-Santander, vai tratar das vertentes dos feminismos. De que forma o movimento feminista vem se organizando para atender à diversidade dentro do próprio grupo?

Os pesquisadores que auxiliam nesta edição são: Camila Rodrigues da Silva, docente da rede estadual paulista, doutoranda em ciências sociais na Unesp em Marília e pesquisadora do Laboratório Interdisciplinar de Estudos de Gênero; e Ana Carolina Minozzi, advogada de Direito Sistêmico, mestranda na USP e integrante de diversas comissões da OAB (Ordem dos Advogados do Brasil) em Bauru.

 

Acesse o link do programa: https://youtu.be/cu2ElmfkYnM

 

TV Unesp é nova afiliada da TV Cultura

Quarta, 18 Dezembro 2019 16:39

Por TV Unesp e ACI Unesp - 

 

A TV Universitária Unesp começa a retransmitir a programação da TV Cultura no canal aberto em Bauru e na TV a cabo em Bauru e Botucatu. A assinatura do acordo foi feita no início da tarde desta quarta-feira (18), durante reunião do Conselho Universitário, na Reitoria, em São Paulo.

O contrato de retransmissão entre as emissoras foi assinado pelo reitor, professor Sandro Valentini, e pelo presidente da TV Cultura, José Roberto Maluf. Com esta parceria, o público da TV Unesp terá acesso aos conteúdos educativos, culturais, científicos e jornalísticos da emissora paulista que há 50 anos está no ar.

Outro destaque é a possibilidade de intercâmbio de conteúdos e a ampliação da visibilidade de pesquisas da Unesp na programação da TV Cultura em âmbito nacional.

Em sua fala durante a celebração do acordo, o reitor da Unesp, professor Sandro Valentini, elogiou a qualidade da programação da TV Cultura e a identificação do conteúdo com os valores da Universidade.

“A Unesp vai completar 44 anos e a nossa história está dentro dos 50 anos da TV Cultura. Os conteúdos exibidos pela TV Cultura vêm agregando na formação e atuação de nossos docentes e universitários. Essa parceria é mais que uma estratégia de comunicação. É uma relação que aproxima o público em geral da nossa comunidade e de nossos conteúdos de qualidade”, afirmou o reitor.

Também presente na cerimônia, o presidente da TV Cultura, José Roberto Maluf, reforçou a importância do papel das emissoras afiliadas em levar o sinal para todo o Brasil. Neste sentido, a TV Unesp é a quarta emissora parceira localizada no interior de São Paulo.

“Nós, na TV Cultura, não queremos apenas o tripé da cultura, informação e educação, mas também o compromisso para sermos independentes, imparciais e plurais. É nesse sentido que estamos caminhando”, destacou José Roberto Maluf, que está na presidência da TV Cultura há pouco mais de seis meses.

Para o atual diretor da TV Unesp, professor Francisco Machado Filho, a assinatura do contrato com a TV Cultura representa uma terceira fase da história da emissora universitária. A primeira fase foi o processo de concessão sob a direção do professor Antônio Carlos, enquanto a segunda fase foi o processo de entrada da TV no ar, liderada pela professora Ana Silvia.

“Ambos foram processos longos, mas que resultaram no que nós somos hoje”, apontou o diretor. “Essa terceira fase traz uma perspectiva próxima ao governo do Estado e aos interesses das cidades paulistas, que vão receber esse sinal. Não só Bauru, mas também as cidades que nós teremos retransmissoras. Existem grandes possibilidades de conteúdo comum, de ações conjuntas e não simplesmente retransmitir uma programação no master de uma emissora maior. A parceria certamente vai impactar nosso modo de agir aqui na região”, afirmou.

No site da TV Unesp, estão os novos horários de exibição dos programas da emissora. Acesse: www.tv.unesp.br.

 

Novo marco

Para o professor Edson Luiz Furtado, presidente da Fundunesp, que é responsável pela gestão financeira da Tv Unesp, a assinatura do contrato representa um novo marco. “Através de convênio com a Unesp, assumimos a responsabilidade da gestão financeira da TV Universitária e, desde o início, buscamos criar várias alternativas para ampliar seu alcance. Antes, a TV Unesp se concentrava em Bauru, mas desde abril deste ano já está disponível em Botucatu e a ideia é leva-la em breve até Itapeva, Dracena e Registro. O convênio com a TV Cultura é um grande passo nessa busca por expansão. Com o novo acordo, teremos projeção nacional e a possibilidade de levar os programas da Unesp para todo país.”

Universidade da Terceira Idade recebe 4 mil idosos

Quarta, 18 Dezembro 2019 15:40

O  aumento da expectativa de vida da população, com mudança da pirâmide etária do país, tem despertado debates sobre a necessidade de aprimoramento e de ampliação das políticas públicas voltadas à população de idosos. As pessoas estão mais preocupadas em  envelhecer com sabedoria, em manter corpo e mente em atividade. Nesta perspectiva, desde 1995, a Unesp tem trazido a Universidade Aberta à Terceira Idade (Unati) como  uma das ações vinculadas à sua Pró-Reitoria de Extensão Universitária e Cultura (Proex), com o objetivo de inclusão do idoso no contexto acadêmico. Presente em 20 câmpus da Universidade, a Unati, que é mantida com recursos financeiros da Fundunesp e do Plano de Desenvolvimento Institucional PDI/Proex/Unesp, seguirá com suas atividades em 2020.

“Embora tenhamos uma gestão central, cada um dos núcleos tem autonomia de ação,  com propostas de trabalho que  melhor atendam  a demanda local, conforme as características do câmpus em que estão inseridos. O objetivo é disseminar os conhecimentos  gerados na universidade à comunidade”, explica a professora Cleópatra da Silva Planeta, Pró-Reitora de Extensão Universitária e Cultura. “Inserir o idoso no contexto acadêmico é uma das funções sociais da universidade pública”, completa.

O último levantamento aponta que 4.362 pessoas foram atendidas pela Unati, em 2018. “Os que receberam maior procura foram os núcleos de São José dos Campos, com 700 matrículas, São José do Rio Preto, com 607, e Sorocaba, que contou com 490 alunos”, pontua o professor Wílson de Mello Júnior, assessor da Proex. “São oferecidas palestras,  cursos de língua estrangeira e informática, além de outras atividades específicas ofertadas  por cada câmpus, como, por exemplo, oficinas de teatro e de ginástica. Fazer parte dessas atividades é uma forma de garantir uma vida social mais ativa e participativa na sociedade”, destaca.

Para o vice-presidente da Fundunesp, professor Max José de Araújo Faria Junior, o trabalho desenvolvido pela Universidade da Terceira Idade abre as possibilidades de inclusão do público idoso e reconhece seu valor. “A Unati é um  projeto de grande alcance social da Unesp e merece toda a atenção e apoio da Fundunesp. A Fundação garantiu os recursos para o próximo ano e vem conversando com a Proex sobre novas formas de auxílio e de estímulo às atividades da Unati".

 

Em harmonia

A presença de pessoas de maior faixa etária dentro da universidade, segundo a Pró-Reitora, professora Cleópatra, contribui para o estabelecimento de relações bastante enriquecedoras com os alunos e de aprendizagem de ambas as partes. “Temos uma preocupação em quebrar as barreiras e isso é trabalhado em várias frentes. Nas aulas de informática, por exemplo, os alunos bolsistas são instrutores. Mas existe o efeito inverso, como quando pessoas matriculadas pela Unati são chamadas para participar como alunos especiais em determinadas disciplinas. Houve um caso, na Faculdade de Ciências Humanas e Sociais (FCHS) de Franca, em que um deles foi chamado para falar no curso de História, pois a disciplina tratava sobre um evento histórico que ele vivenciou. Essa troca de experiências e conhecimento é extremamente enriquecedora para todas as partes”, afirma a professora Cleópatra.

Em 2020, novas turmas serão formadas em todos os 20 núcleos da Universidade. “Cursos, oficinas e palestras são definidos dentro de cada núcleo, assim como o número de vagas e calendário. Por isso, é importante que os interessados procurem o núcleo da Unati no câmpus mais próximo”, orienta o professor Wílson.

Os requisitos para a matrícula na Universidade Aberta à Terceira Idade são: idade mínima de 55 anos e independência em locomoção até os locais das atividades. Não é exigido nível mínimo de escolaridade.

 

Informações sobre programação consulte uma das unidades:

 

Câmpus Araçatuba - FOA e FMVA
Fones: (18) 3636.3292 / 3636.3209

 

Câmpus Araraquara - FO e FCF
Fones: (16) 3301.6558 / 3301.6357
Facebook: @UNATIAraraquara 

 

Câmpus Assis - FCL
Fones: (18) 3302-5829 / 3302-5843
Facebook: @UnatiAssis 

 

Câmpus Bauru - FAAC e FC 

Fones: (14) 3103-9612 / 3103-4650

Facebook: @artenaterceiraidade@ativaparkinson

Câmpus Botucatu - GAC 
e-mail: Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo. 

 

Câmpus Dracena - FCAT
Fone: (18) 3821.8200 
site: http://www.dracena.unesp.br/#!/terceira-idade/

 

Câmpus Franca - FCHS

Fones: (16) 3706.8700  / 3706-8871

Câmpus Guaratinguetá - FE

Fone: (12) 3123-2756
site: http://www2.feg.unesp.br/#!/terceira-idade/

 

Câmpus Ilha Solteira - FE

Fone: (18) 3743-1161

Câmpus Jaboticabal - FCAV  
Fone: (16) 3209-2626 R. 555
Facebook: @unatifcav

 

Câmpus Marília - FFC 

Fone: (14) 3402-1320 ramal 5 (Unati)

Câmpus Presidente Prudente - FCT
Fones: (18) 3229-5525 / 3918-4883 / 3229-5559

 

Câmpus Rio Claro - IB
Fones: (19) 3526-4312 / 3526-4361

 

Câmpus Rosana  
Fones: (18) 3284.9244 / 3284.9200

 

Câmpus São José dos Campos - ICT
Fones: (12) 3947-9037 / 3947-9076
site: https://www2.ict.unesp.br/#!/extensao/cursos/unati/

 

Câmpus São José do Rio Preto - IBILCE
Fone: (17) 3221-2466

 

Câmpus São Paulo - IA
Fone: (11) 3393-8606

 

Câmpus do Litoral Paulista

Fone: (13) 3569 7177

 

Câmpus Sorocaba
Fone: (15) 3238-3422
site: http://www.sorocaba.unesp.br/#!/extensao/unati/

 

Câmpus Tupã 
Fone: (14) 3404-4200
site: www.tupa.unesp.br/#!/extensao/unati/

Unesp: conceito máximo em indicador do MEC

Sexta, 13 Dezembro 2019 16:58

Por Fabio Mazzitelli - 

 

A Unesp é uma das 42 instituições de ensino superior do Brasil que estão na faixa 5, a mais alta, do Índice Geral de Cursos Avaliados da Instituição (IGC) de 2018, divulgado nesta quinta-feira (12) pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), autarquia do Ministério da Educação (MEC) responsável pelas avaliações educacionais.

Na edição 2018 do IGC, das 2.052 instituições que tiveram os indicadores divulgados, em valores que vão de 1 a 5, apenas 42 delas estão na faixa 5, ou 2% do total. O IGC 2018 levou em conta o Conceito Preliminar de Curso (CPC) de 23.228 cursos de graduação, além de 4.356 programas de pós-graduação stricto sensu.

O índice, que avalia a instituição de forma mais global, foi calculado com base na média dos CPCs do triênio 2016-2018 do Enade (Exame Nacional de Desempenho dos Estudantes), relativos aos cursos de graduação avaliados nesse período; na média dos conceitos dos programas de pós-graduação atribuídos pela Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes) na última avaliação trienal; e na distribuição dos estudantes entre os diferentes níveis de ensino, graduação ou pós-graduação stricto sensu.

O CPC, considerado para o cálculo do índice institucional, avalia o curso de graduação de acordo com o Conceito Enade (desempenho dos estudantes na prova do Enade); o Indicador de Diferença entre os Desempenhos Observado e Esperado (IDD); o corpo docente, com base em informações do Censo Superior sobre o percentual de mestres, doutores e regime de trabalho; e a percepção dos estudantes sobre seu processo formativo, baseada em informações do Questionário do Estudante do Enade.

“Este resultado muito positivo é o coroamento de um trabalho que vem sendo desenvolvido na Unesp desde 2017, iniciado na ação do nosso Pesquisador Institucional Alexandre Pazoti e centralizado na Prograd, mas que conta com o esforço coletivo de toda a Universidade, mobilizando docentes para além da coordenação do curso, servidores técnico-administrativos, que atuam como Auxiliares Institucionais e em outras frentes, e discentes, a partir do diálogo com os centros e diretórios acadêmicos”, diz a pró-reitora de graduação da Unesp, a professora Gladis Massini-Cagliari. “A Unesp figura entre as poucas instituições que tiveram conceito máximo, o que reflete a boa qualidade dos cursos da nossa Universidade, além de mostrar o bom posicionamento qualitativo da Unesp no contexto das universidades brasileiras. Trata-se de uma vitória de toda a comunidade da Unesp, que merece esse reconhecimento”, afirma a pró-reitora.

No IGC 2018, a maioria das instituições de ensino superior (IES) avaliadas posicionou-se na faixa 3, patamar em que estão 1.306 instituições, ou 63,6% do total. Na faixa 4, encontram-se 438 IESs (21,3%); na faixa 2, 259 (12,6%); e na faixa 1, sete instituições (0,3%).

“O IGC de 2018 demonstra o que os rankings nacionais e internacionais já apontam, que a Unesp é uma das principais instituições de ensino superior do Brasil. É um resultado importante porque é um olhar global, que leva em consideração não só o desempenho dos estudantes no Enade, mas a qualidade de nosso corpo docente e de nossos programas de pós e a própria opinião dos alunos, sempre muito críticos, sobre o ensino oferecido pela universidade. É um resultado institucional que nos deixa muito satisfeitos”, avalia a pró-reitora de extensão universitária e cultura da Unesp, Cleópatra Planeta, presidente da Comissão Institucional de Rankings da Unesp.

Os resultados da Unesp no Enade de 2018, divulgados em outubro pelo Inep, já tinham sido positivos. Nenhum curso da Universidade foi classificado com os conceitos mais baixos (1 e 2) e, das 14 graduações avaliadas no exame do ano passado, 12 ficaram com conceitos 5 ou 4 e apenas duas, com conceito 3.

Liberação de agrotóxico ameaça polinizadores

Sexta, 13 Dezembro 2019 09:23

A política de liberação de agrotóxicos adotada neste ano pelo governo brasileiro vem ganhando espaço nas discussões de pesquisadores, biólogos e agrônomos. Entre os temas levantados está a preocupação de que, com uma oferta maior, a aplicação de defensivos fuja de controle.

Uma das principais vítimas nesse processo é a abelha, inseto crucial para o equilíbrio dos ecossistemas.

Pesquisas realizadas no Centro de Estudos de Insetos Sociais (CEIS) do Instituto de Biociências da Unesp de Rio Claro, um dos programas que recebe apoio da Fundunesp, apontam que a morte das abelhas está diretamente ligada ao uso de agrotóxicos e ao desmatamento.

De acordo com o biólogo e pesquisador do CEIS, Osmar Malaspina, que também fez parte de um Grupo de Trabalho do Ibama para análise de risco sobre abelhas, foi detectado o princípio ativo fipronil em cerca de 80% das abelhas mortas analisadas em um projeto de pesquisa desenvolvido entre 2014/18 (Colmeia Viva).

Em maio, um dia após o “Dia Mundial das Abelhas (20 de maio)” declarada pela ONU, o governo registrou dois inseticidas à base do princípio ativo fipronil.  “São os mesmos princípios ativos que já eram vendidos no Brasil, só que agora sob novas marcas, genéricos, ou formulações”, explica Malaspina. Segundo o biólogo do CEIS, a introdução dos lotes produzidos por empresas menores, por um menor custo, pode favorecer o uso inadequado. “O produto fica muito mais barato no mercado, automaticamente fica mais acessível, o que possibilita que mais gente use de forma errada.”

Uma das premissas do governo é que a medida diminui o custo de produção para o agricultor. “Não vejo dessa forma. Imagine que um remédio para tratamento de enxaqueca, muito forte, fosse vendido em larga escala, com preço de analgésico. A pessoa sem informação compraria o remédio mais forte para ‘acabar de vez com a dor’ e usaria o mesmo remédio para tudo”, defende Malaspina.

 

Importância das abelhas

A preservação das abelhas tem relação direta com a humanidade. Na busca pelo pólen, sua refeição, esses insetos polinizam plantações de espécies frutíferas, hortaliças e grãos. Ou seja, transportam o grão de pólen da parte masculina da planta (antera) para a parte feminina (estigma). “As abelhas são essenciais na polinização da maioria das plantas dos ecossistemas do planeta. Esses insetos são responsáveis por 73% da polinização dos cultivos destinados à alimentação humana em todo mundo, por isso são fundamentais para a manutenção da biodiversidade”, destaca.

No Brasil, monoculturas de soja, cana e milho dependem do uso de inseticidas. “Acontece que alguns agricultores não respeitam a margem de segurança (250 metros) entre as lavouras e as áreas florestais na aplicação de defensivos. É quando acontece a contaminação das colônias de abelhas.”

O professor ressalta, ainda, que algumas culturas são afetadas de forma drástica com a morte das abelhas. “Existem três tipos de plantas: as dependentes, as semi-dependentes e as não-dependentes. Algumas culturas são extremamente dependentes das abelhas, como a maçã e o melão. Se não tem abelha, não tem maçã nem melão. Outras, como laranja, café e soja, são parcialmente dependentes e, se tiver abelha, a produção aumenta.”

De acordo com o pesquisador, com a presença de abelhas o aumento na produção pode ser de 50% na cultura do café e de 30% na laranja. “A soja, que nem é a preferência da abelha, pode ter um aumento de 4% a 12% na produção. Tudo isso sem desmatar um hectare de terra, apenas com os serviços prestados pelas abelhas. Se fossemos pagar pelos serviços prestados pelas abelhas para a agricultura mundial, estaríamos devendo algo em torno de 500 bilhões de dólares”, completa.

Pós-graduação em inovação recebe inscrições

Terça, 10 Dezembro 2019 09:55
Seguem abertas, até sexta-feira (13), as inscrições para o curso de pós-graduação lato sensu “Empreendedorismo e Inovação Tecnológica nas Engenharias”, que tem início previsto para o primeiro semestre de 2020. Fruto de uma parceria inédita entre a UNESP, o Conselho Regional de Engenharia e Agronomia do Estado de São Paulo (CREA-SP) e a Universidade Virtual do Estado de São Paulo (UNIVESP), o curso tem gestão administrativa e financeira da FUNDUNESP.
Podem participar profissionais registrados ou com visto no CREA-SP (engenheiros, agrônomos, geólogos, geógrafos, meteorologistas, tecnólogos, e, também, funcionários do conselho) e que tenham, como objetivos, a capacitação técnica e o aprimoramento.
A especialização tem duração de 15 meses, totalizando 360 horas que serão distribuídas em cinco módulos. O curso contempla atividades online em ambiente virtual e, ao final de cada módulo, haverá atividades presenciais nos polos pertencentes às 12 regiões administrativas do CREA-SP.
Presidente da FUNDUNESP, o professor Edson Luiz Furtado destaca que as plataformas de ensino à distância ampliam o alcance do conhecimento. “É uma plataforma que leva o conhecimento de qualidade a mais pessoas. Este curso contará com o apoio do IEP³ (Instituto de Educação e Pesquisa em Práticas Pedagógicas) da Unesp, que tem expertise no ensino à distância em cursos de curta duração, portanto, garantia de qualidade no trabalho da universidade.” 
Para o professor José Max de Araújo Faria Junior, vice-presidente da FUNDUNESP, parcerias como esta são fundamentais para a interação entre universidade e sociedade. “É uma forma de transformar o conhecimento gerado na UNESP em benefícios para a comunidade, principalmente quando falamos em inovação. Esse é um dos papeis da Fundação: apoiar e fomentar iniciativas desta natureza”, destaca.
Nessa primeira edição do curso de “Empreendedorismo e Inovação Tecnológica nas Engenharias” serão oferecidas 1.500 vagas, distribuídas conforme previsto no edital. 
 
As inscrições devem ser realizadas pelo site: 
 
Mais informações em:
www2.unesp.br/portal#!/noticia/35324/
 
 
 



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