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Comunicado: enfrentamento ao coronavírus

Terça, 17 Março 2020 12:26

Seguindo as orientações dos órgãos de Saúde Pública, em nível mundial e nacional, a Fundunesp adotou novas medidas de enfrentamento ao coronavírus (Covid-19) que visam conter a disseminação e preservar a saúde coletiva. 

Sendo assim, a partir de hoje e até o dia 24 (terça-feira que vem), estão suspensas atividades presenciais e o horário de atendimento em nossa sede em São Paulo (Av. Rio Branco, 1.210) passa a ser das 9h às 16h.

O sistema home office também será utilizado por parte de nossos funcionários nos setores de contabilidade, informática e comunicação, além da Coordenadoria de Convênios e Projetos (CCP), mantendo a estrutura de trabalho e atendimento da Fundação.

Mais informações nos telefones (11) 3474-5300 e 3474-5346.

Aerofeg fica em quarto lugar no mundial

Quarta, 11 Março 2020 15:05

Por Neto del Hoyo – 

 

A Aerofeg, equipe de aerodesign formada por alunos da Faculdade de Engenharia da Unesp em Guaratinguetá (FEG), retorna dos Estados Unidos com a quarta colocação no campeonato mundial de engenharia aeronáutica, o SAE AeroDesign East 2020. A disputa aconteceu entre os dias 6 e 8 de março, em Lakeland, na Flórida, e contou com 67 times formados por estudantes universitários de vários países. O título do mundial ficou com a “Farmers Flight”, da Texas A&M University, vencedora também em 2019.

Coordenador da Aerofeg, o professor Marcos Valério explicou que, tanto a equipe da Unesp como outras na disputa, sofreram com o mau tempo.    

“No primeiro dia, fizemos uma excelente apresentação oral do projeto. Já no sábado, na primeira bateria de voos, o tempo estava muito ruim. Tivemos vento de través o tempo todo com rajadas de até 30 km/h. As condições estavam muito adversas e só aviões muito grandes e muito pesados conseguiram voar. Passaram cinco baterias e não conseguimos sair do chão. Já no domingo foram apenas duas baterias e fizemos dois voos muito bons, mas infelizmente era preciso ao menos três voos para poder pontuar”, afirma.

Além da quarta colocação, a equipe comandada pelo professor Valério garantiu a terceira melhor nota de relatório de projeto e a quarta melhor na apresentação oral.

Campeã mundial em 2016, a Aerofeg garantiu a participação no evento internacional após o vice-campeonato no SAE AeroDesign Brasil 2019, o quarto em sua trajetória (2011, 2015, 2017 e 2019). “Ficamos entre as cinco melhores do mundo, terminando em quarto na classificação geral. O projeto era realmente muito bom, mas as condições do tempo não permitiram que tivéssemos um melhor desempenho dessa vez”, completa o coordenador.

Capitão da equipe, o estudante Leonardo Paciullo destaca a importância da experiência internacional. “Primeiramente, pelo intercâmbio cultural e pelo conhecimento da metodologia de equipes mais distantes de nós. E também pelo fato do mundial traz desafios diferentes da competição nacional, explorando outras soluções aeronáuticas e desafiando os alunos.”

 

Trabalho em equipe

Na coordenação da Aerofeg desde sua criação, em 2006, Valério lembra que a experiência internacional e o desafio lançado ao grupo de estudantes dos cursos de graduação de Engenharia Mecânica, Engenharia Elétrica, Engenharia de Produção e Engenharia de Materiais, são vistos como diferenciais na formação.

“O grande desafio é o trabalho em equipe, pois não tem como o projeto ter sucesso sem trabalho em grupo efetivo. Assim, o desafio acaba sendo o principal benefício para quem participa de uma equipe como a Aerofeg, e cada vez mais essa característica é importante no mundo da engenharia e em outros ramos da economia. Juntamente com isso a questão de gerenciar as atividades multidisciplinares a serem desenvolvidas no projeto é outro grande desafio. É o que se chama nas empresas de gestão de projetos, outro conceito muito atual e imprescindível para os futuros profissionais.”

Vice-presidente da Fundunesp, uma das patrocinadoras da equipe no mundial, o professor Max José de Araújo Faria Junior parabeniza a equipe pela quarta colocação e reforça a importância de manter o apoio a projetos como o da Aerofeg. “O resultado foi muito significativo e nos deixou muito orgulhosos. O apoio a iniciativas como esta, desenvolvida na Unesp/Faculdade de Engenharia de Guratinguetá, independente de resultados em competições, cumpre o importante papel de dar suporte a atividades que estimulem o empreendedorismo e a inovação, em projetos que demandem dos nossos alunos a aplicação do conhecimento, planejamento, organização e trabalho em equipe. O bom resultado obtido pela equipe Aerofeg é a demonstração do envolvimento e dedicação de alunos e professores dentro deste escopo”, destaca.

Equipe disputa mundial de aerodesign

Terça, 18 Fevereiro 2020 15:42

Por Neto del Hoyo - 

 

A Aerofeg, equipe de aerodesign da Faculdade de Engenharia da Unesp em Guaratinguetá (FEG), finaliza os últimos detalhes antes do embarque para a Flórida, nos Estados Unidos, onde disputará o campeonato de engenharia aeronáutica SAE AeroDesign East 2020 entre 6 e 8 de março. Comandada pelo professor Marcos Valério, a equipe tenta o bicampeonato, uma vez que já levou o título em 2016.
Neste ano, a Aerofeg contará com patrocínio da Fundunesp. “Este apoio está sendo fundamental, pois além de proporcionar a efetiva participação da equipe na competição internacional, é uma oportunidade de nos aproximarmos”, destaca Valério.
Vice-presidente da Fundunesp, o professor Max José de Araújo Faria Junior reconhece o trabalho desenvolvido pela equipe ao longo dos anos. “O apoio ao projeto da Aerofeg vai ao encontro da missão da Fundunesp, que é fazer com que o conhecimento gerado pela universidade possa se transformar em benefícios para a sociedade, na forma de produtos e serviços. Daí a importância de incentivar e fomentar iniciativas como o projeto Aerofeg, que tem grande envolvimento de alunos em trabalho voltado à inovação e ao empreendedorismo.”
A vaga para o mundial foi conquistada com o vice-campeonato no SAE AeroDesign Brasil 2019, o nível nacional da categoria. Na ocasião, a Aerofeg ficou atrás apenas da equipe da Universidade Federal de Pernambuco, a FCarranca, que também representará o Brasil na Flórida.

Como funciona
Aluno de Engenharia Mecânica e capitão da equipe, Leonardo Paciullo explica que a disputa de uma competição de aerodesign começa muito antes aos dias de apresentação e voo. “O desafio é conceber, projetar, construir e testar uma aeronave cargueira radiocontrolada para cumprir alguns requisitos. Dentre eles, atender a dois tipos de cargas, sendo elas: bolas de futebol e cargas em aço. Além disso, a aeronave deve respeitar um limite de 120 polegadas de envergadura e uma corrida de decolagem de 100 pés. Dentro desses aspectos, a comissão define uma fórmula de pontuação levando em conta esses fatores”, conta o capitão.
Na equipe desde 2015, Paciullo participou da conquista do primeiro mundial, em 2016, e espera uma disputa ainda mais acirrada neste ano. “Participam equipes muito tradicionais como a Euroavia (Polônia) e a equipe da Universidade de Manitoba (Canadá). Além disso, contaremos com a presença da atual campeã nacional, a Fcarranca, que foi melhor no nacional do ano passado”.

Histórico
Esta será a quarta vez que a Aerofeg disputa o mundial. Além do título internacional em 2016, a equipe criada em 2006 foi vice-campeã em 2018 e terceira colocada em 2012, participações que vieram graças aos vice-campeonatos brasileiros conquistados nos anos anteriores.
No torneio nacional, a equipe já conquistou três vices (2011, 2015 e 2019), um terceiro lugar (2010), foi duas vezes quinta colocada (2009 e 2016), e acumula diversas menções honrosas (Maior Carga Carregada, Aeronave Mais Leve, Melhor Eficiência Estrutural, entre outros).
Em mundiais, quando foi terceira colocada em 2012, a Aerofeg bateu o então recorde de maior carga paga da competição, com 17kg. Já em 2016, além do título mundial, também levou o prêmio de Melhor Apresentação Oral e terceira Maior Carga Paga.
“Não vai ser fácil, mas estamos preparados. Claro que temos um ótimo histórico, mas cada ano temos um novo desafio e a equipe, renovada, sempre cumpre as expectativas. Nesse ano, não será diferente”, destaca Valério.
A equipe, composta por 17 membros, embarca para os Estados Unidos no dia 2 de março.

Curso orienta como falar sobre ciência

Quinta, 13 Fevereiro 2020 11:39

Por Neto del Hoyo - 

 

Estão abertas até 18 de março as inscrições para o curso de extensão “Comunicação da Ciência”, iniciativa do Instituto de Políticas Públicas e Relações Internacionais da Unesp (IPPRI) com o apoio do Instituto Questão de Ciência. O curso tem como objetivo capacitar jornalistas e profissionais de comunicação em geral para a divulgação científica, com a intenção de reduzir a distância entre o conhecimento científico e o cotidiano das pessoas.

O programa será realizado pela Fundunesp entre 21 de março e 20 de junho, sempre aos sábados, das 10h às 15h, na sede do IPPRI, na Praça da Sé, região central da capital paulista. 

Para o coordenador do curso, o professor Marcelo Takeshi Yamashita, do Instituto de Física Teórica (IFT) da Unesp, esta é uma oportunidade de aperfeiçoamento na comunicação de pesquisas para um público amplo, assunto que normalmente não é abordado em cursos na universidade.

“A comunicação dos produtos e conclusões da ciência para um público geral requer um preparo especializado que normalmente não é tratado nos cursos superiores. Alguns profissionais também se mostram despreparados para a difusão de ciência e existe uma escassez de cursos preparatórios para aqueles interessados em se especializar nesta área”, destaca o docente.

O curso pretende apresentar, entre outras questões, como consensos científicos são formados, as diferenças de estudos epidemiológicos e testes clínicos na área de saúde, as falhas metodológicas e de rigor científico mais comuns em publicações especializadas e noções de filosofia e psicologia social da ciência.

O valor do curso é de R$ 800, mas há descontos para estudantes e profissionais de comunicação e ainda isenção para a população de baixa renda, com renda familiar per capita de até um salário mínimo e meio.

Inscrições e mais informações no site https://cursos.fundunesp.org.br/curso.php ou no telefone (11) 3474-5343.

“A comunicação pública da ciência, envolvendo questões que vão do letramento científico básico a pontos altamente especializados como a comunicação efetiva e responsável de riscos –associados, por exemplo, a epidemias ou aquecimento global– tornou-se alvo de intensa pesquisa e produção teórica nas últimas décadas. O curso pretende oferecer ferramentas para que o profissional aprenda como o processo científico funciona”, afirma o professor Marcelo Yamashita.

Ao final do curso de extensão universitária “Comunicação da Ciência”, os estudantes deverão ser capazes de: avaliar um artigo científico, a sua relevância para a sociedade e o seu rigor científico; diferenciar estudos correlacionais e de causa e efeito, compreender os conceitos de análise de risco e relevância estatística; avaliar consensos científicos e seu uso adequado na comunicação com o público; diferenciar a ciência da pseudociência; avaliar a responsabilidade do jornalismo e da divulgação de ciência na comunicação com o público leigo, evitando a geração de temores infundados e o estabelecimento de falsas equivalências.

 

Curso de Extensão Universitária – Comunicação da Ciência

Inscrições: até 18/03/2020 - pelo sitehttps://cursos.fundunesp.org.br/curso.php
Data de início: 21/03/2020 - Término: 20/06/2020 (aulas aos sábados das 10h às 15h)
Horas: 40
Local das aulas: Instituto de Políticas Públicas e Relações Internacionais (IPPRI) - Praça da Sé, 108, São Paulo-SP
Total de Vagas: 70
Investimento: R$ 800,00 - Estudantes: R$ 80,00 (90% de desconto); Profissional: R$ 400,00 (50% de desconto para profissionais de comunicação); e população de baixa renda terá isenção de 100% no curso.

'Uma medida justa para docentes e pesquisadores'

Terça, 28 Janeiro 2020 08:55

Por Sandro Roberto Valentini | Reitor da Unesp -

 

"Após ter comunicado a difícil decisão de ajustar os salários dos servidores da Unesp ao teto salarial paulista, no segundo semestre de 2019, tendo em vista o posicionamento adotado pelo Tribunal de Contas do Estado, passamos a trabalhar no âmbito do Conselho de Reitores das Universidades Estaduais Paulistas (Cruesp) em busca de uma solução para evitar o que certamente se tornaria, com o passar do tempo, um limitante para a atratividade da carreira do professor universitário nas três universidades estaduais paulistas.

Considerando o impacto nas vidas dos docentes que durante anos contribuíram para a manutenção da qualidade do sistema de ensino superior paulista, ajudamos na concepção de uma ação direta de inconstitucionalidade (ADI 6257), protocolada em novembro de 2019 no Supremo Tribunal Federal (STF), com o objetivo de igualar o teto salarial dos professores universitários das universidades estaduais paulistas (R$ 23.048,59 - subsídio do governador) àquele das federais (R$ 39.293,32 - subsídio dos ministros do STF). Para isso, os três reitores reuniram-se em 15 de agosto de 2019 com o jurista Eros Grau, autor da tese acolhida pelo STF.

A ação foi resultado de uma articulação entre o Cruesp e o Partido Social Democrático (PSD), pois ações desse tipo só podem ser propostas por “entidades de classe de âmbito nacional”, o que não é o caso do Cruesp.

Anunciada no dia 18 de janeiro, a decisão do ministro Dias Toffoli equipara, em caráter liminar, o teto salarial das universidades estaduais ao das federais, o que se trata de uma medida justa com docentes que evoluíram em direção ao topo de suas respectivas carreiras acadêmicas e contribuíram para que USP, Unicamp e Unesp respondessem por cerca de um terço da produção científica brasileira e se posicionassem entre as melhores universidades da América Latina.

No caso da Unesp, a decisão abrangerá 1.060 docentes e pesquisadores (443 ativos e 617 inativos), o que representa cerca de 20% dos professores e pesquisadores da Universidade ou, aproximadamente, 7% do total de servidores da Unesp, sempre considerando o conjunto de ativos e aposentados. Isso quer dizer que 1 a cada 5 pessoas do universo de docentes e de pesquisadores da Universidade estava recebendo menos do que a progressão de carreira permitia, em razão da restrição legal agora alterada pelo STF. Ou seja, a mudança abrirá outra perspectiva remuneratória, valorizando o professor universitário em São Paulo e estimulando a formação de novas lideranças e profissionais qualificados para o desenvolvimento da ciência e da tecnologia no Brasil.

O impacto financeiro na folha de pagamento, estimado para essa readequação, será de aproximadamente 2%. Para se ter uma ideia, cerca de 80% dos docentes e pesquisadores da Unesp, em atividade ou aposentados, recebem remuneração abaixo do teto do governador de São Paulo (ver gráfico abaixo). Por outro lado, apenas 3,9% receberão mais de R$ 29 mil. Ou seja, a grande maioria receberá valores bem abaixo do novo teto remuneratório.

A decisão cautelar do ministro Dias Toffoli, que esperamos que se torne definitiva no julgamento do mérito da ação, será implementada quando for publicada no Diário da Justiça Eletrônico (DJe). Espera-se que a regularização dos salários dos professores e dos pesquisadores já ocorra no mês de fevereiro de 2020.

A confirmação dessa decisão acertada do ministro Dias Toffoli permitirá que a carreira do professor universitário nas universidades estaduais paulistas continue sendo atrativa para jovens talentosos que queiram dar continuidade a esse sistema ímpar de ensino superior de qualidade do país. Da mesma forma, os professores já contratados continuarão motivados para progredirem na carreira, evitando-se assim a busca por posições semelhantes nas universidades federais ou em outros países."

Curso de análise de dados tem vagas limitadas

Quarta, 22 Janeiro 2020 12:40

- Por Neto del Hoyo - 

 

Nos dias 31 de janeiro e 1 de fevereiro, será realizada no IEP³ (Instituto de Educação e Pesquisa em Práticas Pedagógicas da Unesp), em São Paulo, a segunda edição do workshop “Metodologia de Pesquisa: Análise de Dados Qualitativos”. A iniciativa é desenvolvida pelo GEPIS (Grupo de Estudos e Pesquisa em Inclusão Social) e a realização é da Fundunesp.

Podem participar da capacitação pesquisadores, docentes e estudantes de pós-graduação. São oferecidas 60 vagas e as inscrições podem ser realizadas até o dia 27 de janeiro pelo link https://cursos.fundunesp.org.br/curso.php. O custo é de R$ 100,00.

Ministrado pela professora Cícera A. Lima Malheiro, docente no Núcleo UAB/Unifesp, o curso tem como objetivo capacitar profissionais a conhecer e empregar as ferramentas do Software Atlas.ti em processos de organização, tratamento e análise de dados qualitativos.

“A primeira edição aconteceu em Marília, nos dias 13 e 14 de janeiro, com todas as vagas preenchidas rapidamente. São dois dias de imersão e conhecimento nas principais ferramentas de análise de dados. Trata-se de uma grande oportunidade para aperfeiçoamento”, destaca a professora Maria Candida Soares Del-Masso, docente e pesquisadora da Unesp e coordenadora do evento.
O workshop está estruturado em duas etapas, nas quais serão discutidos temas como organização de dados para o cruzamento de temáticas, elaboração de codebook (relatório de códigos), criação de lista e nuvem de palavras, entre outros. No primeiro dia (sexta-feira, 31/12), o curso será das 19h às 22h, enquanto que no sábado (01/02) tem início às 8h e segue até as 18h, sempre na sede do IEP³ (rua Dom Luís Lasanha, 400, Ipiranga, São Paulo).


Mais informações em: https://cursos.fundunesp.org.br/ ou pelo telefone (11) 3474-5343.

Projeto leva formigueiro para sala de aula

Terça, 21 Janeiro 2020 13:56

Por Neto del Hoyo - 

 

Projeto desenvolvido pelo Centro de Estudos de Insetos Sociais (CEIS) do Instituto de Biociências da Unesp de Rio Claro, em parceria com a rede municipal de ensino, levou um formigueiro para dentro da sala de aula. O objetivo é apresentar aos alunos o universo das formigas e sua importância para o meio-ambiente.

A unidade 2 da Escola Municipal de Ensino Fundamental Marcelo Schmidt foi a primeira a integrar o programa com a participação de alunos da Educação de Jovens e Adultos (EJA), com idade entre 15 a 40 anos, e da sala de Educação Especial, que recebe jovens de 12 a 15 anos com alguma deficiência. 

“Já temos um projeto onde, regularmente, abrimos nosso laboratório para visita das escolas municipais. Essa é a primeira vez que fazemos o caminho contrário e a experiência é muito positiva. Na escola, além do conhecimento científico que passamos, cada disciplina pode ser trabalhada na prática com o formigueiro”, destaca o professor Odair Correa Bueno, responsável pelo Laboratório de Formigas Cortadeiras do CEIS, um dos programas que conta com gestão financeira da Fundunesp.

De acordo com a vice-diretora da escola, Valquíria Alves, projetos paralelos foram desenvolvidos em todas as disciplinas.  “Conseguimos trabalhar o tema de diferentes maneiras, como em matemática, quando os alunos montaram planilhas com gráficos da quantidade de alimentos que as formigas recolhiam. Já em artes, o professor trabalhou na confecção da logo do projeto. Em todas as disciplinas tivemos atividades.”

 

Na prática

O programa teve início em março de 2019, quando os alunos passaram a ter palestras sobre as formigas e como é o trabalho desenvolvido no CEIS. Em seguida, uma sala disponibilizada pela escola foi adaptada para receber o formigueiro. “Oferecemos quadros informativos, com desenhos e também o ar-condicionado para manter a sala em clima estável para os formigueiros. Trouxemos dois, um maior, que logo vamos fechar com vidro, e outro no modelo vitral, que permite melhor observação”, explica o técnico de laboratório do CEIS, José Henrique, responsável por ministrar as palestras e coordenar o projeto na escola.

Um dos objetivos da parceria foi melhorar a imagem ruim das formigas, muitas vezes vistas como pragas. José Henrique ressalta que, apesar de temidas por sua fama de destruidoras de plantações, elas também são relacionadas com a dispersão de sementes (mirmecocoria) e aeração e incorporação de matéria orgânica ao solo. “É preciso conhecer para respeitar. Não é fácil falar para um aluno respeitar aquilo que ele não conhece. Por isso, a ideia é mostrar que mesmo um inseto tão pequeno é muito importante ao meio-ambiente. Todos tem sua importância”, completa.

 

Aprendizado

Segundo o professor Odair, além de trabalhar alimentação, habitat, hábitos, reprodução e variedades de espécies, o projeto com o formigueiro desenvolve a vida social. Ele lembra que cada formiga possui uma função bem definida dentro da colônia e que todas as tarefas são bem divididas. “Há formigas que são responsáveis pela segurança, as que constroem os túneis do formigueiro e buscam alimentos, as que cuidam das larvas e a rainha. O trabalho conjunto é tão perfeito que um formigueiro pode existir por anos, com cada indivíduo tendo sua participação no sucesso e manutenção da colônia”.

Para a vice-diretora Valquíria, o projeto, que deve chegar a outras escolas da rede municipal em 2020, foi transformador. “Foi fundamental para que nossos alunos desenvolvessem compromisso e trabalhassem de uma maneira multidisciplinar. Hoje eles podem transmitir o conhecimento em relação a sociedade das formigas e o quanto podemos aprender com elas”.

 



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